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ossos
arqueologia em évora












A escavação arqueológica ocorreu ao longo do Verão de 2009, no largo Mário Chicó, junto à fachada norte da Sé de Évora.

Por informação directa dos arqueólogos presentes confirma-se que foram encontrados inúmeros esqueletos e vestígios datados do século XVII mas, porque o lugar sempre foi densamente povoado, é provável encontrar vestígios de épocas anteriores.


"Não é uma vala comum. A quantidade de enterramentos humanos deve-se ao uso do espaço como cemitério nas proximidades da Sé catedral sendo prática normal até ao século XIX. Tratando-se do principal cemitério antigo da cidade de Évora, em época Medieval e Moderna, é habitual a grande concentação de sepulturas da população urbana num espaço tão reduzido. A época do cemitério ainda não está definida, integrando-se na época moderna (provavelmente séc. XVI-XVII.

A escavação continuará até atingir o substtrato geológico do lugar, pelo que se prevê descobrir fases mais antigas da ocupação da cidade de Évora (época Romana e época Medieval)"

adaptado da nota informativa de Félix Teichner, empresa Arkhaios, afixada no sítio da escavação.










Resta dizer que a escavação está integrada no Plano de Intervenções Municipais da CM de Évora, no âmbito do Programa Acrópole XXI, que vai intervencionar parte do centro histórico eborense.












Portugal e geopolítica no século XVII
adaptado de http://guerradarestauracao.wordpress.com

A Guerra da Restauração, 1641-1668


A Restauração da Independência é a designação dada à revolta iniciada em 1 de Dezembro de 1640 contra a tentativa de anulação da independência do Reino de Portugal por parte da dinastia filipina, e que vem a culminar com a instauração da Dinastia Portuguesa da casa de Bragança. É comemorada anualmente em Portugal por um feriado no dia 1 de Dezembro.

O esforço nacional foi mantido durante vinte e oito anos, com o qual foi possível suster as sucessivas tentativas de invasão dos exércitos de Filipe III e vencê-los nas mais importantes batalhas, assinando o tratado de paz definitivo em 1668.


Numa fase inicial, entre 1641 e 1646, houve operações ofensivas por parte do exército português, desencadeadas sobretudo a partir da província do Alentejo – o principal teatro de operações durante toda a guerra.

Depois, o objectivo estratégico passou a ser a contenção da ameaça militar do vizinho ibérico.
Esta fase duraria até 1657. A partir daí, Filipe IV incrementou as incursões militares contra Portugal.

A fase final da guerra seria caracterizada pelo crescimento dos efectivos militares envolvidos em operações e pelas campanhas e batalhas campais que acentuaram o desgaste financeiro de ambas as Coroas.

As perdas e consequências a médio prazo revelar-se-iam mais negativas para a Espanha, cujo exército foi severamente batido em duas ocasiões: Ameixial e Montes Claros.

A paz foi assinada em 1668: para além das dificuldades económicas e financeiras que afligiam os dois reinos inimigos, contribuíram para o definitivo ponto final no longo conflito as circunstâncias políticas internas (em Portugal, o afastamento de D. Afonso VI pelo seu irmão D. Pedro em 1667; em Espanha, a periclitante situação dinástica após a morte de Filipe IV em 1665) e as conveniências estratégicas das potências europeias, com destaque para a França e a Inglaterra.






Évora e geopolítica no século XVII
adaptado de http://guerradarestauracao.wordpress.com

No contexto da Guerra da Restauração, as defesas de Évora foram modernizadas, recebendo linhas abaluartadas, transformando-se numa Praça-forte. Veio a cair, entretanto, diante do assédio e assalto das forças castelhanas sob o comando de D. João de Áustria (Maio de 1663, ocasião em que a Porta da Alagoa foi arruinada), para ser reconquistada um mês depois, a 24 de Junho, pelas tropas portuguesas.


O tumulto do Manuelinho de Évora, em 1637, foi um prenúncio do movimento restaurador. A causa imediata dessas alterações em Évora fora o lançamento de novos impostos.


A revolução começou quando o povo se amotinou em Évora contra os impostos decretados pelo governo em Lisboa. A elevação do imposto do real de água e a sua generalização a todo o Reino de Portugal, bem como o aumento das antigas sisas, fez subir a indignação geral, explodindo em protestos e violências.

O povo da cidade de Évora, deixava de obedecer aos fidalgos e desrespeitava o Arcebispo. Os principais responsáveis pelas "alterações de Évora" terão sido o Procurador e o Escrivão do Povo. No entanto, as ordens para o movimento apareceram assinadas pelo "Manuelinho", um pobre tolo da capital alentejana. Esta era uma forma de manter o anonimato dos impulsionadores.

Durante as "alterações" foram queimados os livros dos assentos das contribuições reais e acometidas casas. Nem os nobres, nem os adeptos de Castela, se dispuseram a enfrentar a multidão enfurecida.


Em simultâneo com o processo da Restauração da Independência, as tropas portuguesas conseguiram expulsar os holandeses do Brasil, como também de Angola e de São Tomé e Príncipe (1641-1654), restabelecendo o poder atlântico português. No entanto, as perdas no Oriente tornaram-se irreversíveis e Ceuta ficaria na posse dos Habsburgo. Devido a estarem indisponíveis as mercadorias indianas, Portugal passou a só obter lucro com a cana-de-açúcar do Brasil.






Évora e geopolítica no século XVI


Um centro regional no fim da Idade Média tornou-se em poucos anos pela acção de seus bispos e a participação popular no esforço da expansão, num dos maiores focos culturais e artísticos do século XVI.

Évora condensa 1 século de história de Portugal e chegou a ser vista como a capital do país.

Se já D. João II dera mostras de favor régio, com a fundação de S. Francisco, as épocas seguintes confirmaram essa preferência – que dera uma clara opção estratégica – imprimindo à cidade a feição viril de lugar do poder, ainda bem patente nos seus monumentos e na própria paisagem urbana.

Da Évora manuelina destaca-se a acção de D. Manuel (1495-1521) de atrair famílias das mais alta nobreza e de cujos palácios (Cadaval, Castro, Vimioso, Gama, Cordovil, Garcia de Resende, etc.) restam ecos dum estilo de vida mais civilizado e elegante, o luso-mourisco ou "mudéjar", e o panteão aristocrático do convento jerónimo do Espinheiro.

O Rei reservou-se o Castelo Novo (1518), já de inspiração renascentista, e atraiu artistas e obras, hoje no Museu Distrital e Sé.

Mas seria D. João III (1521-57), com o mecenato guiado pelo célebre humanista André de Resende, quem deu o impulso decisivo à renovação da pseudo-colónia romana.

Valorizada com obras públicas dignas duma capital, qual Nova Romana, a urbe viu as primeiras construções renascentistas de iniciativa oficial, em estilo ainda inicial (uma delas destinada, em vão, a panteão régio) e acolheu uma corte de poetas latinos e artistas de vanguarda.


Desde 1537, porém, a corte havia abandonado a cidade, deixando-a entregue ao poder crescente dos arcebispos e da Contra-Reforma.

O Cardeal Infante D. Henrique funda uma Universidade para os Jesuítas (1559), bem como o anexo Colégio e Igreja do espírito santo (1566), as quais reagem contra o livre Humanismo promovendo um gosto despojado e liso ("estilo chão") que combina uma alta sofisticação intelectual com o rigor do dogma.

Dessa nova conjuntura, em que a Filosofia neo-medieval foi rainha e a arte reduzida a instrumento, resta um conjunto notável de obras de arte que fazem de Évora a verdadeira "capital do estilo chão": do polo colegial à urbanização do convento de Stª Helena do Monte Calvário e à Praça do Giraldo, frente à matriz de Santo Antão, onde Afonso Álvares demoliu sem mercê um belo pórtico romano para desafogar a fachada e a fonte (1570).

Foi o virar da página para um Classicismo seco, duro e austero.




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Avaliações para 2008-2009




Nesta página encontram algumas das avaliações de cada uma das minhas turmas.

As avaliações formativas dizem respeito às notas dadas a testes, trabalhos de pesquisa, relatórios, esboços geográficos, cadernos e participação nas aulas. Por motivos de logística e tempo apenas vos deixo informações sobre os testes e um trabalho de pesquisa porque têm um peso maior no meio de tanta avaliação (contribuem em 65% do total da nota sumativa); do restante façam o favor de registar nos vossos cadernos todas as outras notas.

As avaliações sumativas acontecem no final de cada período e são afixadas em pauta. Resultam da misturada de todas as avaliações formativas feitas ao longo do período. Caso seja legal irei deixar-vos uma proto-pauta de cada turma.










notas dos testes de avaliação em geografia



[ Primeiro Teste ]
dados a inserir oportunamente no 1º Período de aulas



[ Segundo Teste ]
dados a inserir oportunamente no 1º Período de aulas



[ Terceiro Teste ]
dados a inserir oportunamente no 2º Período de aulas



[ Trabalho de Pesquisa ]
dados a inserir oportunamente no 3º Período de aulas















notas das avaliações sumativas em geografia



[ Primeiro Período ]
dados a inserir oportunamente



[ Segundo Período ]
dados a inserir oportunamente



[ Terceiro Período ]
dados a inserir oportunamente

voar



pas - 10º

Sétimo ano de geografia em 2008-2009




[ nota para encarregados de educação e alunos: ]

Há condicionantes graves na planificação das aulas. Normalmente lecciono para mais de 270 alunos numa semana e um ano lectivo contem somente 33 blocos de aulas para fazermos geografia - incluindo apresentações, intervenções e, sobretudo, avaliações.
O programa nacional prevê 10 competências gerais, 21 competências essenciais e 24 técnicas gráficas para serem trabalhadas ao longo do terceiro ciclo. Existem 6 unidades didácticas e 16 temas didácticos para o sétimo ano.
Planear aulas é gerir, optar, seleccionar prioridades. Obviamente, não será possível ser exaustivo.



programa nacional [ link ]
programa nacional de geografia [ link ]

competências gerais no terceiro ciclo [ link ]
competências essenciais de geografia [ link ]
técnicas gráficas em geografia no terceiro ciclo [ link ]








programa de geografia no sétimo ano



TEMA PROGRAMÁTICO:
TERRA: ESTUDOS E REPRESENTAÇÕES

1. Unidade didáctica: Descrição da paisagem
01 Observação de fotografias, esboços, desenhos ou outras imagens
02 Identificar os elementos naturais e humanos das paisagens representadas

2. Unidade didáctica: Mapas como forma de representar a superfície terrestre
03 Tipos de representações geográficas
04 Tipos de mapas e seus elementos fundamentais
05 Cálculo de escalas de mapas

3. Unidade didáctica: Localização dos diferentes elementos da superfície terrestre
06 Localização relativa
07 Localização absoluta e coordenadas geográficas
08 Elementos terrestres de referência geográfica



TEMA PROGRAMÁTICO:

MEIO NATURAL

4. Unidade didáctica: Clima e formações vegetais
01 Estado do tempo e clima
02 Distribuição e características dos climas
03 Distribuição e características da vegetação

5. Unidade didáctica: Relevo
04 Grandes conjuntos de relevo
05 Dinâmica de uma bacia hidrográfica
06 Dinâmica do litoral

6. Unidade didáctica: Riscos e catástrofes
07 Riscos naturais
08 Protecção e prevenção de riscos
















programa nacional de geografia



[ Primeiro Teste ]
dados a inserir oportunamente no 1º Período de aulas



[ Segundo Teste ]
dados a inserir oportunamente no 1º Período de aulas










notas das avaliações sumativas em geografia



[ Primeiro Período ]
dados a inserir oportunamente



[ Segundo Período ]
dados a inserir oportunamente



[ Terceiro Período ]
dados a inserir oportunamente

Jurassic Espichel



Atentem nas fotos em baixo. Na extremidade SW da Península de Setúbal encontram o Cabo Espichel.








Como qualquer outro cabo, parece uma ponta de terra que entra mar dentro. A Geografia diz o contrário: são rochas que resistem ao avanço do mar, à erosão diferencial das ondas, devido à sua dureza.

É um local excelente para visitar em madrugadas de nevoeiro cerrado, altura em que as sirenes dos barcos que passam ao largo causam forte impressão (é uma área de intenso tráfego marítimo).









O Cabo Espichel é a extremidade oeste da parte ocidental da Serra da Arrábida, com arribas de 140 metros de altura.

O conjunto surgiu no período jurássico (há mais de 150.000.000 de anos) e é constituído, em grande parte, por calcários que são rochas formadas no fundo do mar, tendo mais tarde emergido à superfície (o ponto mais alto da Arrábida tem 500 metros de altitude...).

É o local indicado para encontrar fósseis: na última foto podem ver ampliado um trilho de pegadas de dinossauro (ver caixa no lado direito da foto). E cuidado: no inverno o vento é tal, que o melhor é terem muito cuidado junto às falésias. Para mais informações, à séria, podem clicar em cima de cada foto: irão visitar links do SNIG e Geologia de Verão (Ciência Viva).

Ponte 25 de Abril






Aberta ao tráfego em 6 de Agosto de 1966, o seu comprimento total é de 2278 metros entre os maciços de amarração situados nas margens norte e sul e um vão central de 1013 metros.

Possui ainda hoje a mais longa viga de rigidez contínua, e a fundação da sua torre sul é a mais profunda em todo o mundo (82m). Continua a ser a única ponte suspensa do mundo de grandes dimensões simultaneamente rodoviária e ferroviária.

O pilar da torre norte assenta numa falha sísmica somente descoberta no exacto momento em que se procedia à construção das fundações de suporte ao pilar, facto que esteve na origem do acidente que vitimou os mergulhadores-operários que ali operavam.





Trata-se de uma obra de risco que obriga a verificações técnicas regulares (instrumentação) por parte do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e do Instituto da Soldadura e Qualidade (ISQ).

Para conhecerem quem está encarregado de vigiar a adequação da ponte aos riscos sísmicos e outos podem visitar estes links: o do LNEC e ISQ.

O Zé Bento e «A Menina Boa»



Durante as aulas de Área de Projecto o Zé Bento andou a trabalhar um pequeno conto. Dei-lhe o texto e os desenhos originais, ele adaptou-os usando o Paint do Windows e copiando à escala alguns desenhos.

Para o Zé Bento copiar palavras do quadro negro para o caderno já é um feito notável (que eu visse, fê-lo, pela primeira vez, há duas semanas atrás). Inevitavelmente o trabalho acabou por ficar «original» q.b. (ou para alêm disso). Entretanto, descobrimos um concurso da Câmara Municipal de Évora para estudantes do concelho. O tema sugerido é «Combater a toxicodependência». Iremos participar. Trata-se de uma «adaptação» de um original de Luísa Ducla Soares de 1985: A menina boa.

















nota:
Acrescento que para o publicar no Geografismos tive de redimensionar e tratar as imagens desenhadas pelo Bento

voar










Região de Informação de Voo de Lisboa (RIV):
O tráfego aéreo teve um acentuado crescimento na última década. No ano de 2002, o total de movimentos IFR (Instrument Flight Rules) controlados foi de 330.420.

Em Portugal qualquer coisa que voe é controlado pelas Regiões de Informação de Voo sob responsabilidade portuguesa (RIV de Lisboa e RIV de Santa Maria). As suas «armas» são os Centros de Controlo (Lisboa e Santa Maria) e as Torres de Controlo dos Aeroportos (Lisboa, Porto, Faro, Funchal, Porto Santo, Santa Maria, Ponta Delgada, Horta e Flores), servindo-se de radares, estações de comunicações e rádio-ajudas.
À RIV cabe prestar serviços de controlo de rota na totalidade da região, bem como de controlo de aproximação aos aeroportos.





Quando um qualquer avião com destino Lisboa entra no nosso Espaço Aéreo Nacional passará do Controlo Regional de Lisboa que o monitoriza em «altitude de cruzeiro» (entre os 9km e os 11km), para o Controlo de Aproximação de Lisboa, momento em que inicia os procedimentos de «aproximação à pista» via radar.

Seguirá sempre por um corredor aéreo (veja-se a planta de Lisboa onde está assinalado num tom azulado). O uso destes «corredores» faz-se não só aqui, como ao longo de todo o voo, e suscita muitas vezes grande congestionamento de tráfego aéreo em alguns pontos. São momentos complicados para os controladores porque têm de manter o tráfego separado com distâncias mínimas (as separações verticais serão aqui de 1000 pés -300 metros- as laterais de 5 a 10 milhas náuticas).

Por fim o avião é transferido para o Controlo do Aeroporto de Lisboa que o encaminhará até ao parqueamento final, via torre de controlo.








O tráfego comercial opta por «altitudes económicas»: o ar em altitude é mais rarefeito, oferecendo menor resistência ao avanço, logo gasta-se menos combustível. Actualmente as altitudes mais procuradas situam-se entres 30 e 35 mil pés; e porque as separações verticais entre aeronaves são de 1000 pés, o Controlo Regional tem, muitas vezes, grande dificuldade em satisfazer as pretensões iniciais dos pilotos quanto aos níveis de voo pretendidos.


A geografia do Aereoporto de Lisboa responde a duas grandes necessidades:

(1) Situa-se na cota de 100 metros (altitude) no único espaço sem declives junto à cidade (se bem que rodeado por habitações, quando inaugurado localizava-se na periferia). Em toda a sua área os declives são mínimos, e, obviamente, a sua extensa pista não tem nenhuma inclinação.

(2) Está «desenhado» em forma de um «quatro» devido aos ventos dominantes na cidade: a pista principal tem o sentido Sul-Norte (S-N) pois as aeronaves precisam de aterrar contra o vento que na maior parte do tempo sopra de norte. Para os dias em que se registe variação de sentido dos ventos há uma outra pista: sentido Sudeste-Noroeste (SE-NO) pois verifica-se ser a direcção mais comum logo a seguir à predominante.

Paisagem e landart


Domingos Gomes é artista plástico, faz cenografia, design gráfico e afins. Apresento-vos aqui imagens duma sua intervenção num workshop de Landart em Mértola, organizado em 2003 pelo colectivo NextArt.










Paisagem é um tema querido à Geografia, trabalhando-se o tema nas primeiras aulas do sétimo ano. Em inglês diz-se «landscape».

A «landart» é um tema aparecido nos anos 60. «Land art or earth art is a form of art which came to prominence in the late 1960s and 1970s primarily concerned with the natural environment. Materials such as rocks, sticks, soil and so on are often used, and the works frequently exist in the open and are left to change and erode under natural conditions. Particularly large works are sometimes known as earthworks.» [in Fact Index]


a mais alta ciência viva









Em 7 de Agosto aconteceu a saída de campo «Serra da Estrela: Os Vestígios dos Glaciares», com orientação de Narciso Ferreira, especialista em Geologia e Geomorfologia da Serra da Estrela. Foi o dia inteiro para saber como nasceu a mais alta serra de Portugal continental, encontrar pedras viajantes, ver pedras polidas pelo gelo, subir aos 1993 metros, procurar queijeiras de pedra, ir do Covão da Ametade ao Vale do Zêzere para dar conta da morfologia glaciar e, de passagem, encontrar as mais importantes falhas geológicas do nosso país (para mais de 200 km de comprimento) e respectivo termalismo. Quem organizou tudo foi a Associação Cultural Mário Gomes Figueira (em Gouveia) com o patrocínio do Ciência Viva no Verão. É claro que tudo isto é fantástico e serve de pretexto para umas boas férias calientes.












três notas de espanto:


[ Primeiro: o mundo é pequeno ]
Narciso Ferreira foi um geo-guia entusiasta, é um geólogo militante e afamado, e escreveu um livro exigente para os senhores do Parque Natural da serra da Estrela que é quase impossível encontrar à venda no próprio Parque e postos de turismo. Fê-lo a meias com Gonçalo Vieira que é geógrafo dos bons, já andou a investigar lá pela Antárctica e ensina Geografia aos vossos professores de Geografia.


[ Segundo: o mal da Serra ]
No dia anterior à saída de campo andei a vadiar pela Serra e às tantas enredei-me na Volta a Portugal em Bicicleta. Tive de fugir tal era a confusão de lixo e barulho - Imaginem um vale glaciar mais engarrafado que a Ponte 25 de Abril. Parece que no Inverno é a mesma coisa: engarrafamentos colossais mal os noticiários anunciam que começou a nevar no Alto da Torre - Ainda por cima têm regadores gigantes para neve artificial. Neste 7 de Agosto tudo pareceu absolutamente grotesco e abandalhado.


[ Terceiro: o quase fim da Ciência Viva no Verão ]
Comparado com anos anteriores o Programa Ciência Viva no Verão de 2004 está minguado. Visitem o site e constatarão que o número de «saídas de campo» diminuiu e nem os materiais de apoio têm disponibilização on-line (pesquisem no ano 2003, 2002 ou 2001; podem baixar documentos muito bons para compreender o Portugal que existe sob os nossos pés). É uma pena que acabe por sufoco uma das mais interessantes iniciativas de divulgação científica. Felizmente ainda foi possível introduzir pela primeira vez o «Engenharia no Verão».

11 de Setembro de 2001



Em 11 de Setembro de 2001 pelas 9h03, hora da «Eastern timezone» dos Estados Unidos [para compreender as diferenças horárias nos EUA consultar «THE OFFICIAL U.S. TIME»], o Voo 11 da American Airlines, com 92 passageiros a bordo e oriundo de Boston, atingiu a Torre Norte do World Trade Center (ruiria às 10h28).






A figura maior do puzzle é uma imagem de satélite de Manhattan, New York, obtida em 12 de Setembro de 2001, pelo satélite Ikonos. Observa-se uma área de poeiras e fumos esbranquiçados no lugar onde as duas torres do World Trade Center se erguiam a alturas superiores aos 400 metros. Como todos os voos foram proíbidos após o ataque à primeira torre, esta é umas das poucas imagens de Nova Iorque tiradas em altitude e com elevada resolução e que são cedidas gratuitamente a toda a imprensa [Consultar SPACE IMAGING].



«Estão a atacar os Estados Unidos» disseram nos noticiários. Ia a caminho de casa quando fui alertado por um telefonema para uma confusão imensa em Nova Iorque, e, que fosse para junto duma televisão, estavam a transmitir em directo por todos os canais televisivos.

Com a diferença dos fusos horários, em Portugal, o relógio marcava 15h03. Quarenta e dois minutos depois, o Voo 175 da United Airlines com 65 passageiros, saído do aeroporto Internacional de Boston, atingiu o World Trade Center (9h45, hora da «Eastern timezone»). A Torre Sul acabaria por se desmoronar às 10h05. Às 9h45 o Voo 77 da American Airlines, saído do Aeroporto Dulles, Washington, com 64 passageiros, embate na parte leste do Pentágono. Pelas 10h10 o Voo 93 da United Airlines, saido de Newark com 45 passageiros, despenha-se perto de Pittsburgh.




Heading into danger: As World Trade Center workers descended the stairs of Tower One to escape, firefighter Mike Kehoe entered the building to help in the evacuation effort

On the run: Downtown office workers flee the clowds of smoke that swirled through the streets of lower Manhattan when the towers crumbled.

Blood bond: People gathered in Federal Plaza to offer aid on the first afternoon. Thousands of New Yorkers stood in lines all over the city to donate.

Trees of leather: Shoes, left by people running from the burning buildings, hang from branches.

Heroes and victims: Firefighters and rescue workers worked 24/7 to save lives in lower Manhattan. More than 300 firefighters -- in some cases, entire stations were killed in the collapse of the World Trade Center.

Memorials on Every Corner: A New Yorker lights a candle at a memorial in Union Square on early Saturday morning.

[in washingtonpost.comtabulação no texto por Geografismos]




[ nota posterior: ]
As imagens utilizadas neste post foram seleccionadas e redimensionadas a partir de material por mim arquivado, pelo que já não consegui identificar a hiperligação com precisão. Têm filiação genérica em três grandes sites que vale a pena visitar: AMERICA AT WAR do Washingtonpost.com, DAYS OF TERROR e SEPTEMBER 11, 2001 do New York metro.com

A Xerojardinagem ou a Construção de Jardins Com Pouca Rega, de Ana Eleonora Borges. 2004


A edição deste livro é amor à primeira vista: agrafado, meio à mão, em papel craft e um cordel a fazer de lombada; custa 3 euros e vende-se na Ler Devagar.

O tema é decisivo no ordenamento do território nacional: as plantas xerófilas.
Com elas poupamos água, salvaguardamos a nossa flora, criamos jardins bonitos de cheiros agradáveis e resistentes à seca. Acrescento que oferecem uma boa segurança para jardins e quintais urbanos, evitando o habitual mau gosto de vedações parecidas a muros de prisão: a flora xerófila também é muito espinhosa e permite segurança aromatizada
[ continua ]



Orlando Ribeiro Seguido De Uma Viagem Breve À Serra Da Estrela, de Duarte Belo. 1999


O mais afamado geógrafo português fez da fotografia uma arma de estudo. Duarte Belo, fotógrafo, usou a fotografia para homenegear a memória de Orlando Ribeiro.

Botas, cadernos diários, objectos de trabalho, mapas, casa e viagens - a bata branca do investigador. É um livro de memórias que é livro de culto.




Rosa do Mundo, Poemas para o Futuro, direcção de Manuel Hermínio Monteiro. 2001


Colectânea de poemas de todo o mundo, de todos os tempos, feita por um dos mais influentes editores portugueses, Manuel Hermínio Monteiro.

Rosa do Mundo é uma etnografia poética escrita pelos melhores tradutores do português - Adalberto Alves, João Barrento, José Tolentino Mendonça, entre outros.

No princípio existia uma enorme gota de leite./ Então chegou Doondari e criou a pedra./ A pedra criou o ferro;/ E o ferro criou o fogo;/ E o fogo criou a água;/ E a água criou o ar.//Então Doondari desceu pela segunda vez./ Juntou os cinco elementos/ E moldou-os num homem,/ Mas o homem era orgulhoso.//[...] (Mito da Criação. Mitologia Fulani, Mali; traduzida por Vasco David).












geografias


[ Geografia Física ]

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NASA life on earth Ciências da Terra
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NOAA Oceanos e Atmosfera
NGDC National Geophysical Data Center Geofísica
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USGS geological survey Geologia
World Meteorological Organization Meteorologia



[ Geografia Humana ]

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INE instituto nacional de estatística Estatística
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PNUD human development report Estatística
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ciências








ORLANDO RIBEIRO
orlando-ribeiro.info



Ferramenta de trabalho e homenagem a uma das figuras mais marcantes do Portugal do séc. XX.

Orlando Ribeiro actualizou e modernizou a geografia em Portugal. Com uma escrita elaborada e elegante, conjugou, sempre, a geografia física com a geografia humana. Imagine-se a etnografia, a sociologia e a geologia sabiamente misturadas - os seus estudos sobre portugal são leitura obrigatória.






DIAS COM ÁRVORES
dias-com-arvores


Blog de ecologia. Escrito por Manuela Ramos, Maria Carvalho e Paulo Araújo, conta com um índice de nomes científicos e simbologia das árvores. Todos os dias imagens explicadas da flora e botânica de lugares e jardins públicos em Portugal.





STRANDBEEST
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Esqueletos e monstros que andam com o vento por praias e mares. Theo Jansen é um artista plástico que cria seres quase vivos de plástico.







COLÓQUIO LETRAS
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A mítica revista literária “Colóquio/Letras”, editada pela Fundação Gulbenkian, disponibiliza todas as edições desde o lançamento do primeiro número, em 1971.







SCOTT SNIBBE
snibbe.com
Gravilux, 1999












Snibbe desenvolve trabalhos electrónicos que interagem com o público num sistema reactivo.




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Os melhores jogos de geografia on-line seleccionados para nossas aulas. Instruçõe e legendas em inglês.




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AML e Mouchão da Póvoa



O Geografismos apresenta-se com outras vestes [texto redigido no Verão de 2004]. No cabeçalho optei por inserir uma montagem de diversas imagens de satélite, em espectro vísivel, obtidas em 2 de setembro de 2000 e onde podemos observar parte da AML-Norte, numa área compreendida entre o Mouchão da Póvoa, Póvoa de Santa Iria, Montachique e Almargem do Bispo (os arredores a norte de Lisboa).







A AML - Área Metropolitana de Lisboa é uma região litoral. Nos seus 3128 km2 (3,3% do território continental de Portugal) reside 27% da população de Portugal continental (os censos de 2001 registaram 2 662 949 habitantes). Possui dois grandes estuários: o Tejo (um dos maiores da Europa, com 325 Km2) e o Sado; e cinco áreas protegidas, integradas na Rede Natura 2000, nomeadamente: a Reserva Natural do Estuário do Sado; a Reserva Natural do Estuário do Tejo, o Parque Natural da Arrábida, a Paisagem Protegida da Costa da Caparica e o Parque Natural Sintra/Cascais. Caso tenham um excesso de curiosidade podem visitar o ÁREA METROPOLITANA DE LISBOA que inclui um breve atlas geográfico da região [ ver ATLAS DA AML ].







Mouchão, s.m. terreno arborizadio e um tanto elevado, em meio de lezírias; pequena ilha nos rios ou à beira-mar, formada pela acumulação de aluviões. (do lat. hisp. *mutulõne-, de mutülus, «cabeça saliente de viga»).
[in Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora]





Mouchão da Póvoa. É a ilha que surge na parte direita da imagem do cabeçalho. Quem costuma sair de Lisboa pela A1 pode reparar nesta pequena «ilha do tejo» quando passar por Póvoa de Santa Iria. Este mouchão pertence à Reserva Natural do Estuário do Tejo que inclui a quase totalidade das zonas entre-marés do estuário, assim como os mouchões de Alhandra e do Lombo do Tejo; os quais conferem ao rio uma configuração deltaica. Nesta secção do Tejo os terrenos com cotas entre os 0 e 3 metros dominam o relevo e são resultado da sedimentação de aluviões modernos. Como curiosidade: no estuário a altitude máxima é 11 metros e a profundidade máxima de 10 metros.